GAEC
Dança
Poesia
Teatro
Música
Uma das vertentes educacionais/doutrinárias encontra-se na Arte. Uma potencialidade indiscutível em função da possibilidade da renovação moral do ser, onde a arte toca, sensibiliza e alimenta esperanças na alma humana.
A Casa de Caridade Maria Franc vem atuando nessas frentes de trabalho há vários anos, usando a arte como ferramenta de envolvimento dos jovens participantes da Mocidade Irmão Flávio.
O GAEC envolve as várias linguagens artísticas. Em seus trabalhos busca-se a integração dessas linguagens na concepção do espetáculo.
No livro “Seara Bendita”, de Wanderley de Oliveira e Maria José de Oliveira, tem um capítulo denominado “Atitude de Amor” de Bezerra de Menezes, transmitida no momento do 1º Congresso Espírita Brasileiro em Goiânia, no ano de 1999 e narrada pelo companheiro Cícero Pereira.
Neste capítulo ele nos traz passos fundamentais para a doutrina espírita na entrada do século XXI. São partes desta mensagem que transcrevemos a seguir para relacionarmos com a prática artística e esclarecer os fundamentos da implantação deste fazer estético transformador, organizado e qualificado, dentro da casa espírita. É mais uma confirmação de nossa sintonia com que há de mais contemporâneo nas diretrizes do atual movimento espírita.
Para iniciarmos este entendimento, segue um trecho que traduz o ponto disparador da mensagem do espírito Bezerra de Menezes (2000, p. 346):
“Os primeiros setenta anos do espiritismo constituíram-se no período da consagração das origens e das bases em que se assentam a doutrina, que lhe conferiram a legitimidade. (...) O segundo período de mais setenta anos, que coincide com o fechamento do século e do milênio, foi o tempo da proliferação. (...) Penetramos agora o terceiro portal de mais setenta anos, etapa na qual se pretende a maioridade das idéias espíritas. (...) É a etapa da fraternidade na qual a ética do amor será eleita como meta essencial, e a educação como o passo seguro na direção de nossas finalidades. (...) É necessário atestar a vitalidade dos postulados espiritistas como alavanca de transformações sociais e humanas. Sua influência na cultura, nas artes, na ciência, nas leis, na filosofia e na religião conduzirá as comunidades (...) a novos rumos para o bem.”
A arte entra como uma das bases desta renovação do atual setenta anos do espiritismo, por ser um processo educativo do espírito. A arte abre-se como um caminho metodológico da educação que ele nos fala e como campo de conhecimento que pode gerar diversos processos criativos, solidários e sensíveis de aprendizagem. Com a arte na educação colocamos o pensar, o sentir e o fazer como elementos que facilitam a manifestação desta capacidade de amar, inerente ao espírito, através do viver estético.
É possível dizer que, no fazer artístico, o espírito entra em contato com sua divindade, sua faculdade criadora que é o amor manifestando-se diante da natureza. Neste espaço criativo o homem se religa com Deus pelo poder de co-criar.
Outra consideração sobre a ética do amor, como meta, está na possibilidade do fazer artístico ser um momento do trabalhador espírita aprender a conviver com as diferenças, socializar-se ao criar e viver em grupo. Possibilita o autoconhecimento numa visão mais ampliada de si e, consequentemente, do outro. Neste sentido, é acionado um estado sensível que promove um respeito pelo outro, um olhar solidário e uma disposição para juntar talentos em aglutinações democráticas e colaborativas.
Educar com arte é possibilitar o prazer, a leveza e a amorosidade no aprender, além de despertar a beleza em cada talento potencializado.( Texto adaptado ARTE NO ESPIRITISMO: UMA ATITUDE DE AMOR NEY WENDELL)
Noite de Chico
Peça - "O Homem de Bem"
Peça - "Morri... e agora?!"
Foto 7
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CD Acender a Vida
Passeio para a Estância dos Lagos
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A dança envolve as almas pelo movimento leve e intenso que sensibiliza os corações de forma a sempre ressaltar a necessidade de reforma íntima através de várias coreografias efetuadas até hoje nos mais diversos espetáculos produzidos por nossa casa.
As páginas na literatura espírita referentes à dança são esparsas, mas valorosas, como os bailados graciosos que espargiam feixes de luzes multicores, descritos por Camilo Castelo Branco no conhecidíssimo “Memórias de um suicida” de Yvonne do Amaral Pereira (pp. 552 – 554) e a dança emocionante de Isadora Duncan (espírito), relatada de maneira empolgante pelo jornalista e dramaturgo Silveira Sampaio, em Pare de Sofrer (pp. 94 – 97). Pinceladas de atuações da dança no plano espiritual, que nos revelam a utilização desta linguagem como instrumento para manipulação de energias e seu emprego com finalidade terapêutica.
O panorama da dança no movimento de arte espírita vem se ampliando. Muitos grupos têm sido criados e os já existentes buscam aprimoramento técnico e doutrinário. O objetivo maior é a união dos grupos para que se ajudem mutuamente compartilhando experiências, produzindo materiais, organizando mostras, enfim, crescendo juntos.
Espírito Rossini – Obras Póstumas:
O impulso criativo do ser, que deseja buscar o Cristo, construindo a sua transformação moral, alicerçado nos conteúdos espíritas, provoca manifestações artísticas as mais diversas. Essas manifestações culminaram no surgimento de um segmento novo de trabalhadores espíritas, conscientes dos objetivos de sensibilização, evangelização, divulgação doutrinária, entretenimento e terapia, além de se observar a importância da utilização da arte como poderosa ferramenta pedagógica.
Vale ressaltar a responsabilidade perante tarefa tão importante e delicada, a de transmitir o conteúdo sem mácula. A fidelidade quanto a conteúdo doutrinário deverá ser alicerçada no estudo e na vivência do Evangelho do Cristo. Como asseverou-nos o Espírito de Verdade, no capítulo VI do Evangelho Segundo o Espiritismo: “Espíritas! Amai-vos, eis o primeiro ensinamento; instruí-vos, eis o segundo.”
Não há como transformar em dança um conteúdo que se desconhece. O estudo da doutrina espírita é parte essencial da criação coreográfica, na dança espírita, sem o qual ela corre o risco de tornar-se vazia e perde seu papel transformador.
A música através do grupo musical mantém a constante renovação na divulgação da Doutrina Espírita, de forma a sempre levar a mensagem de fé cristã das mais variadas formas possíveis, seja com músicas mais reflexivas ou com músicas mais alegres. O grupo já possui um histórico doutrinário/artístisco, e sem contar as inúmeras apresentações tanto na Casa como em eventos espíritas em outras Instituições.
A poesia está sempre presente nos trabalhos artísticos desenvolvidos pelo grupo de arte. Essa linguagem tem grande poder de sensibilização, pois permite que o ser humano mergulhe dentro de si mesmo em profundas reflexões.
REFLEXÕES LÍRICAS
"Quando a tua música despertou-me para viver, recordo-me que me encontrava adormecido sob o anestésico do sonho.
Respirava, sorria, gozava, mas permanecia vazio, fugindo da realidade que me buscava.
Onde e quando parava, temia que acontecesse o despertar.
A felicidade do inquieto é permanecer em movimento, embora o cansaço lhe consuma as forças e aturde o pensamento, por que esqueceu a arte de raciocinar.
Assim eu me encontrava.
O ritmo do universo convidava-me ao repouso, à quietação, ao mergulho no oceano íntimo. se o tentava, porém, logo me afogava nas águas revoltas da minha ansiedade, retornando as praias largas da alucinação.
Acostumado à bulha, e companheiro da insatisfação, mudava de lugar como o vento perpassando no arvoredo, sem rumo, buscando fora o que lá não podia encontrar.
Eu sabia que me chamavas.
Perdido nos desvios receava o caminho.
Procurando o objetivo, não queria chegar, porque eu tinha certeza de que, se parasse, experimentaria a Tua iluminação.
Agora, que a Tua música me despertou, aquieto-me e medito. assim fazendo, fruo da Tua luz, que se expande de dentro de mim, iluminando-me todo.
Já não quero fugir.
Deixa-me enflorescer em sabedoria e silenciar, para ouvir Tua voz, meu Cantor, meu Rei".
Tagore ( Nobel de Literatura 1913/Retirado do livro pássaros Livres- ed. Leal/BA 1ª edição 103)
A oficina de teatro já produziu vários textos que foram apresentados na própria Casa de Caridade Maria Franc, bem como em outras Instituições Espíritas da regiaão e até mesmo nos Teatros de Campos dos Goytacazes e São João da Barra como. Os principais textos foram: “Eis o homem... Jesus”, “Morri...e Agora?”, “O Homem de Bem”, “Noite de Arte para Chico”. O trabalho está baseado na certeza de levar a mensagem da Boa Nova como alicerce de divulgação da Doutrina Espírita codificada por Allan Kardec.