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NOSSA CASA

"Para quem crê na imortalidade do espírito, nada melhor que um mergulho em
​​​​​​​ambiente restaurador,  trocar a veste e retornar ao trabalho."


"Eu, Nadir Paes Viana, oriunda de ​​​​​​​família católica, desconhecendo totalmente o Espiritismo, na noite de vinte e dois de janeiro de 1973, recebi uma comunicação mediúnica inesperada, através da psicofonia.
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O espírito comunicante se identificou como sendo o Irmão Tabajara. Em total lucidez, ouvi o espírito falar, através de mim mesma, como meu marido, sobre tarefas que eu teria assumido antes de reencarnar.
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Vivi dias de intenso tumulto íntimo, dúvidas e inquietações. Dias depois, o Irmão Flávio de Oliveira registrou presença, falando com eloqüência sobre a Doutrina Espírita, revelando que o espírito Maria Franc estava em sua companhia e, sem delongas, o espírito manifestou, descrevendo sua bibliografia em palavras rápidas, informando que reencarnara na França, no ano de 1873 e vivera no convento de Liseux, até o desencarne em 1897. Revelou também, em primeira instância, que usara o pseudônimo de Franc para evitar comentários ou mal entendidos. Seu nome de batismo Maria Francisca Tereza*. Desta época em diante, outros espíritos traziam-me mensagens esclarecedoras sobre o Espiritismo.
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Vendo-me inexperiente no assunto, em companhia de amigos adentrei a casa espírita, desejosa de conhecer algo mais. Várias casas abriram-me as portas, mas permaneci numa denominada Cristo Redentor.
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Para minha surpresa e emoção, a 22 de janeiro de 1979, encontrava-me na praia de Grussaí, município de São João da Barra/RJ, em pequeno repouso quando recebi psicograficamente um comunicado, alertando-me que deveria fundar uma Casa Espírita. Ao término, lia e relia a mensagem, sem conseguir coordenar as idéias e aceitar o que me estava sendo revelado.
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Imaginemos uma criança pegar algo sem escada à altura de cinqüenta metros. Como pequena que sou, relutei contra a idéia, que patenteava diante de meus olhos como impossível para meu pequenino ser. Não sei se como alerta ou ousadia colocaram no rodapé da mensagem a advertência: você não veio levantar paredes sobre alicerces prontos sem a mínima compaixão de mim revelaram a data da fundação: 24 de agosto de 1979.
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Eu perguntava aos espíritos insistentemente. Como eu fundarei uma casa se não disponho de cultura e conhecimentos da Doutrina? Pacientemente respondiam-me:Faça sua parte o restante é conosco!
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Crivava-os de perguntas constantemente e, como por encanto, as respostas não se faziam esperar. Entre as diversas perguntas temos: que nome dar a Casa?  responderam-me amigavelmente: o nome da Casa traz uma legenda que deverá permanecer para sempre: Casa de Caridade Maria Franc, o nome para mim foi uma grande surpresa, pois, na minha concepção equivocada, pensava que todas as instituições teriam forçosamente que ter o registro de Grupo Espírita.
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A sementinha lançada ao solo do meu coração conseguiu vencer a interminável timidez, medo, preconceito e germinar amparada pela Misericórdia Divina. A Casa foi fundada na data prevista, com a presença de alguns amigos, em um pequenino cômodo de 3m por 3m, anexo a minha residência, localizada na rua Monsenhor Aquiles, 259  Jockey Club  Campos dos Goytacazes/RJ e hoje funciona em sede própria na Rua Dr. Ariosto Lannes Rabelo, 134 - Jockey Club - Campos dos Goytacazes/RJ.
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Esta Casa é uma bênção dos céus na Terra, acolhe a muitos irmãos, tem seu espaço totalmente preenchido por várias atividades.
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Após a fundação da Casa, tomei conhecimento de que constava no meu humilde currículo reencarnatório o compromisso com mais duas obras: O Lar de Idosos União Fraterna e a Creche Irmã Ana. Desta feita, o choque emocional foi mais forte para meu pobre coração, não tive coragem de revelar aos amigos projetos de tamanha extensão, pois poderia ser tachada de louca; apenas confidenciei a algumas pessoas íntimas e o grande público só tomou conhecimento dezenove anos depois.
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Hoje, mais amadurecida e consciente de que os projetos não são meus, sendo eu apenas uma pequenina formiga que, com autorização de Deus Pai, mobiliza o intercâmbio da Caridade, na certeza de que essas obras irão amenizar a dor de muitos corações.
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Os projetos que pareciam impossíveis ganharam asas e, em 2005, uma área com aproximadamente 21.000m2, destinada às obras, foi adquirida na Rua Manoel de Abreu Viana  Jockey Club  Campos dos Goytacazes/RJ.
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Dentro de pouco, iniciaremos, com a permissão de Deus e com a ajuda dos que compreendem que a bandeira salvacionista é a Caridade, obras na mencionada área.
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Como a vida continua, o que não for possível concluir nesta encarnação, prosseguirei na próxima.
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Nadir Paes Viana
Fundadora da Casa de Caridade Maria Franc
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